terça-feira

cagando regras

Estou no banzo
 no beiço
Apalpo os apupos sórdidos
Nada ao alcance de minhas mãos suaves
Neuroses tênues
Saborosa devassidão
E é tudo pelas tabelas
Tabulo o lógico
Pulo a poça e dou o beiço nos amores

fim

Dia de um dia qualquer de quase final de um ano do  século vinte e um
Dia solido estupendo
Desses de contos de fadas
Coisa rara na alma e na retina 

AHÃ



Só porque ando de Nike  não serei eu um socialista?
Socialista é o hot dog de 99 centavos

o chinês vende a um e meio seu pastel raquítico

Seu eu te disser que não te amo mais benzinho?

É triste a vida no hemisfério sul no século vinte um


Apesar de tudo ando feliz

Será que te classifico como poesia?
Quem irá me dizer o que se deve fazer?
Na vida tudo se sugere o resto se acata e the end.


bobagem


                                              
                     Eu só queria
Dormir
          Dormir
E dormir
E
Eu nem gosto
                      De filmes populares
                      E doce de batata
                      Sem graça
                      Supérfluos gorantes
                                                      E
                                                       S
                                                        T
                                                        I
                                                        L 
                                                         O
                                                               Bobagens tônicas
                      

maroto e morno

Fruindo com a cabeça oca
Desejando muito
Doce e com magoas
Sigo dolorosamente itinerante
Já se foram poucos anos
Tudo bem, mas nem tão certo
Ao ir me acorrento
Ao lugar farto de Dia afoito
Beleza em forma farta
Tudo ralo
E o dia estanca
Maroto e morno

domingo

frívolo

Na onda me vou
Encarnado e distraído
Vago
Dourando-me
Sendo anormal
Pessoas normais vêem big brother
As anormais escutam bepbop
Vou comer no prato que cuspi
A morena do horário nobre é altamente...
Não existem descrições
Continuar inventado novas palavras
Fervilhando  por dentro da pop onda
As carpideiras do século vinte e um choram gratuitamente vendo a novela das oito
É tudo gloria neste país calorosamente surreal
E onde termino este escrito?
Deixa estar...
A pororoca vem com força!

sexta-feira

hay ho

Existem esses árduos “ingleses” cariocas
Que cultivam a pele alva e o rock europeu
Não cultivo mau algum
o rock pode ser tupiniquim e será
Regurgito as regras crio demandas
Sangue polaco com mix de pernambuco  curtido ao sol de Ipanema
Presente
cá estou 

Cultivo as hippies dos séculos contemporâneos
Apaixono-me pelas punks
Bebo na fonte do rock samba

Hoje ando esguio limpo cheiroso cabelo cortado e etc e tal 
Continuo com a alma de um punk dos meu 15 anos mordazes
Algumas coisas prosseguem como dantes
Nem escuto mais os Dead kenedys, mas amo as moças dos Ramones e companhia
Tremenda covardia
E seguindo o rumo que tracei e desacato
Como sempre curtindo o barato que criei
Vou pelo caminho que conheço e me convém
Vou colocar na radiola meu camarada Jorge Ben


estéro

Estilhaço todo meu estilo e
Prepondero
Sumo no êxtase de deixar de existir
É tudo tão denso nesta manhã chuvosa
Sem alarde consumo café com leite e carrego o mundo na bagagem
Tantas bobagens
Os trocados da passagem e um bocado de sono
E me vou
Rumo certo cabeça a premio e desdenho
Abro o portão me lanço nesse dia feroz e estereofônico onde tudo é...
Nem sei adjetivar
Vontade de berrar
Mas só por dentro
O fim de tudo é lírico
E eu que não sou rico
Vou me lançar no risco
De tentar não saber de nada

podes crer

Eu li em teus olhos o medo de poder  me ter
E não consegues

No polegar um anel barato
Na cabeça uma pá de grilos

Na garganta sufocado um grito

Porque não guardar a magoa pra depois
E gozar em amplitude?

quarta-feira

flagelo

me perdi
me achei 
acabei na metade
tudo soa santo num dia manso
e acordo "pradiante"
me chamam de anjo benzinho e tudo mais
e o que sou?
me achei me perdi acabei de fronte
todo manso e absorto
por dentro dos teus botoes
sem absoluta valentia

são e solido

eu ando deslumbrado por ai
me confundo
e tudo o mais
faz parte da minha historia os pilotis
os ai e uis da caverna  do dragão
perdi a memoria numa esquina colorida
reencontrei domingo a noite
é tudo tão lúdico
e rio-me
lasco-me 
e profano

sábado

DELIRIO RUBRO

Ao som de qualquer rock

Esganiço

Tento qualquer enguiço

Demandas démodé de um pobre Zé

Que sou eu

Não me abandone jamais

E deliro e durmo sozinho

Quanto será a peleja amanhã?

Uma vez flamengo forever mengo

Porque se o mundo caminha em línguas de outras pátrias

Meu flamengo de Holanda jamais deixará de ser tição

Somos todos catiços mestiços filhos dos pretos árabes do farto lundu

que onda

E rio e danço
E enguiço
No rebuliço somos mais
Nós atemos ao acaso
Sambo e suo
 me esqueço
O garçom vem com empadinhas de queijo e camarão
Eu queria de palmito
Ordinário
Quero tudo que não posso

finis hominis

Rasgo o verbo na construção abstrata
Você diz-me babaca
E me calo
Sorrio enfastiado
Tu virás os olhinhos castanhos
E eu uivo e sorrio
Sem pudor
Você mansamente lava a louça
Questões insólitas deste século
Tudo tão iconoclasta
e nos comemos
E onde vamos parar?
Não sei não
Qualquer coisa bota a culpa no Sarney

domingo

perder de vistas

Quem tava no papo
Inteirou-se
Quem não ensimesmou
E gritou quem?
Não devemos dormir no ponto e se possível dormir de conchinha menos no verão é cada um por si no colchão de molas das casas Bahia
Porque a felicidade não é a prazo e sim a perder de vista


No lundu danço eu e dança tu
Esparrela demográfica
Da dinastia nagô
Meus avôs de umbigadas e quimbanda
De Luanda e alem mar
Pessoas fartas de quimera malandragem

De centelha esperta fez-se vida
Queridos seres pernetas
Malungos destemidos
Que da vida se fez alvo
Escapou mas não escapuliu
Da terra do pau Brasil
As pernas zigue zagueam no azougue sagaz
Do baticum ancestral, todavia perseguido
E continuam por ai ferozes até por dentro de mim
Buscando na malemolência um lugar ao sol ou somente um lugar a sombra, pois o sol nesta terra já é por demais


sábado

preciso de sal de frutas
de um xamego mordaz
de tudo mais
vou te dar uma colher de chá e beijo na boca
vamos a praia e as favas
por que esse dia de sol está atentando os meus pudores

nada alem

porque faz um calor feroz lembro de você
é um dia qualquer quente pra cachorro
e lembro de voce
sabe aquele filme?
não vi
aquele livro não li
mas saudades são tantas
e lembro daquele dia que ainda não te conheci
toda sentança uma moral
toda exatidão um carnaval

todo amor epopéia

todo filme pipoca
toda obra postuma

e onde eu me coloco?

segunda-feira

o ultimo toque do oboé calou fundo no mar de joão pessoa
eu nego minha dores
e existo em exaustão



o oboé já se foi e o coração se ilumina ao som de um tango
parte que amei deveras como netuno sem valia
mas a vida é doce temos que acreditar....
e iemanjá sorri no dia de los muertos
pro tio zeca in memoriam

sexta-feira

é tudo tão irrisório
lindamente
sou compulssivo desde a tenrra idade
por tudo
não se iluda
nem me iludo
as vezes sou muito doido
noutras
apenas sou muito

já é

sentir do mundo sabor de iguaria paraense
Do mundo se ter um intuito brejeiro
Dançar um xote em vez de hip hop
Ser cafuzo do hemisfério sul
Ser ao sul um mistério ocre

Não ter mistério ou ser apenas um mistério apenas

Ser doce porem selvagem
O coração alado tal qual musica de Jorge bem



Ser bem mais que uns e ser tão menos que outros
Ser vil e servir sem virilidade
Ser como poucos ter como todos
Distribuir mais a renda sem ter nenhum parco trocado



E no sonho sonhar que se está envolto em um parangolé como um negro mangueirense esgueirando na presidente Vargas da década de setenta e rir apenas rir e rir sempre até acordar e para alem



terça-feira

ando por ai neste rio de janeiro
dentro do caos perfurando minhas imperfeições
no manejo do marasmo sucumbo
atento e atonito
descontruo conflitos
porque não sou super heroi porem sou
super
eu sempre agracio com superlativos quaisquer  mocinha desavisada nas lojas de suco
hoje faz um lindo dia com sol estonteante
e creio que estou como o dia
e é tudo tão divino
está se chama cidade do rio de janeiro
eu me chamo ivan chaves zajdsznajder
eu nasci cresci e tento viver nestas bandas
e sarto de banda e vou dormir tranquilo
se deus existe eu não sei
mas eu existo perssisto e não desisto
pra que sucumbir?

domingo

caô

Foi um kaô caótico que joguei 
                                                                 neurótico 
                                 pra cima de tu

Rio sozinho me lembrando da pasmaceira hedionda da quarta feira de lida frouxa
As mazelas soam sórdidas
Destempero e gargalho
Tudo tão farto
Faltam-me fósforos e o acaso
Sobram-me cigarros e gracejos
Deliro sorrateiro e saltitante me sentindo um saltimbanco na nossa senhora de Copacabana
já é tarde tudo anda morno e o sol se esconde ali alem
A morena me atordoa causando calafrios

quarta-feira

Procuro uma moça:
Moça esta linda e lúdica
Nem somente linda nem tão pouco lúdica
Mas não pode ser mesmo é um tanto quanto pudica

terça-feira

Queria estar numa boa
Sobrevoo
São dez e quinze da manhã
e caminho sonolento pro otorrinolaringologista
Tudo melhora de repente
Escuto Beatles na janela alheia
Lembranças hippies e rítmicas de mim
Nem lembro ao certo qual dia
Qualquer um desse de vários, desvarios
Lembranças tolas de um tolo de uma manhã qualquer e cheia de sono

segunda-feira

COMENTEM....

na base do susto








Do cérebro construo fantasia
Consumo junto com cream cracker e cafeína
Queria uma menina, mais um tênis
Sim eu não tenho vergonha nem dinheiro
Minha mãe mandou escolher esse daqui não escolhi quebrei a cara
Naufraguei no seco
Tombei
Escuto sons inerentes escarro pela manhã todo mal que fumei na noite passada
É  tudo tão pesado da rabada ao rock
Onde andará o lobo mal?
Dizem que casou e mora em Vaz lobo
É tudo tão incongruente
O super homem virou funcionário publico e casou com uma professora normalista
Onde iremos parar?
Em Madureira? ou com angustias existências desmedidas?
Fico velho sem dinheiro, mas com tremendas  fabulas pra contar
Enquanto aguardo a minha hora na fila do SUS lembro-me do golaço do atacante da febre e da foda de ontem e soa tudo tão casto

NO PUNDONOR

Sobre o afeto existem coisas
Sobre as palavras talvez alguns sabores
Sobre os indivíduos talvez amores
Contudo sem afeto ou poesia existe algo que não sei explicar
A dureza de existir sem excessos e caber em algum sentindo
É duro ter algum sentindo
Você preferiria ser a martinalia ou o Martinho da vila?
O que difere alem da vila e da genitália?
A falta de pudor entre nós três TEM um sentindo ilógico 
Os restos da demandas viraram néctar
Os incômodos viraram dividas
A pátria virou latrina
E a menina me deu um bolo
E eu rio sozinho vendo um filme pastelão
A vida bem que podia ser um conto de fadas
Ou se não uma pornochanchada retórica
A menina não veio
O país nunca será
A chuva cai
Moça me da meia
E eu coço o saco traçando uma pipoca mista
Meu desejo virou nove horas minha magoa abriu um sorriso e dela nasceu um arco Iris
E você não tem mais o que fazer?
Como é duro ser humano no século 21
Dose pra leão
E a ciência absorve o inexato
Concatenando qualquer fato
Distraio-me vendo o fantástico
É tudo tão fabuloso
Até questões cotidianas
E deus criou a mulher
Nós criamos grilos
E tudo se fundiu
Já se descobre a cura
Mas no meu coração
O amor alado inda não galgou
Perdi o bonde...
o fio da meada
restou-me a presepada
Desbunde  frívolo
Tento reconstruir-me 
Com tento
Deus me deu beleza
E o resto é folclore
Fatias fúteis de um ser tão ignóbil
Eu
Por um triz me safei
Emergi
E o resto é parola
Na magoa ficou uma ligeira marola
Bandeei com louvor
Ai de mim lírico louco que meti bronca sem ao menos ter tostões
E ria com escárnio do que doía fingia que  não 


Hoje de tantas bravatas restaram lembranças
De tempos doidamente acéfalos

os amigos dos amigos

SÉQUITO