sábado

fomfom



Adágio 

Pedágio 

Não dirijo





Determino




piloto




E a vida está um marasmo só 

Comando toda a antipatia da sexta feira vespertina 

Agora sambo




Quitutes




Mate?




Não obrigado 

E me obrigo ao contrario 

Com os botões converso 

Na controvérsia ululante




Bibi fonfom




E porque só penso nos seus faróis? 

é rock n roll



Porque a vida é rock n roll
Puramente

Sem bossas e firúlas

vou

Manso e pleno

Queria
O acaso

Sem desdém ou simpatia

E me calo ao som potente de uma guitarra 

Num instante sólido tudo se torna vazio, arrepio 
é  somente roquenrou

sexta-feira

sem rock

O rock acabou
 estou farto
A paciência acabou
 estou nulo
O dinheiro acabou e eu estou duro
Ao sabor do vento imploro qualquer atenção ingrata
 Caio em mim
Sem solução
Numa presepada atenuante
Cuspo de lado
Bato pé
Sem regalos ou emoções
É tudo
e pode nem ser
Subtraia o dividendo parta o lucro se mande
Pra onde?
Já Não sei

pro mar

Desaguo
Destemido e confuso
Em profusão mentecapta
Um sambinha sacoleja meus tímpanos
Canso fácil e destempero

Não me agüento em dias limpares

E acabo lento de olhos semi cerrados

De boca cheia e outras partes do meu corpo idem
Queria eu relaxar defronte a televisão
Enlouqueço sozinho
Zapeio meus canais internos
Mudo, mas não mudo nada.
Calo confuso

Gesticulo sozinho
Cansado com frio e com neuroses soturnas

Procuro a razão do desconforto
Tiro as pilhas apago o pavio
Já é tarde 
 me dou boa noite
É raro
 mas é belo vir ver




tudo certo ou não

Eu minto que nem sinto
Sinto muito
De pernas curtas
De mini saia
Minto alongado
Prolongado continuo
Rio do que minto
E acredito
Poderia ser
Que não
Se é
talvez
aumento
O que era um é um cento
E o que é cem é mais além
Esgarço
embaraço e Me atrapalho
parvo
Me embaralho
Embanano
O que era tango virou rock
A normal normalista, virou modelo de capa de revista
O mero caso virou manchete
Aumento salpico os pingos em todas as letras até naquelas que não se pinga
Enfeito o pavão enfastiado
Pleno de caozada
Surrupio as normas normais troco o sim pelo não
E já nem sei onde foi mesmo que comecei
É, pois é eu digo e repito...
Aflito confirmo
É tudo verdade eu juro



terça-feira

ecos

Escuto pink floyd
Lembro de Freud
Aborto meu programinha de belas artes

O telefone toca

É ninguém

E eu?

Tento não rir
Nem chorar
É tudo pretensioso
Na vitrola um som manso
Embrulho seu presente
Meu vasto quinhão
Mera ilusão
Vamos jantar
Quero beijar
Tarar-te
É apenas mais um dia
De tantos
Se tanto
Não é dia santo
{[Nem eu]}.
Tento não ser desonesto
Não me agüento
Nem contesto
Escuto talvez
Mordo assopro
Bem quisto
Tento
E novamente
Volto de onde parti
Repratio-me em teus braços moucos

De olhos bem abertos

Durmo sólido

Nunca mais perecerei de forma abjeta




À TOA NA VIDA

Psicopatia pilantra
De horas brandas
De um dia de junho
Pelas avenidas
Sigo

O sangue corre nas veias
 As velhas tomam sol
 Abstenho-me das emoções citadinas


Creio que é tudo  disfarce
               
 Faz sol
                          Sigo
          Sendo
                            Apenas
                                        1



ser

  humano
       

            de emoções frívolas          

 neste  inverno
 Calibro o verbo

Numa esquina eqüestre
Sou doido
Sigo sem nostalgia
 Um som regula meus neurônios
E volto-me sem saudade


pano rápido

 Comentei alto


Sei que quando morrer, sentirão minha falta
Ela teve vontade de rir
Mas era somente certeza
Da certeza
e profunda admiração
O louco “é” eu...
Ela o centro

E nós o mais perfeito universo em desequilíbrio
E dá tudo certo

Brasa dormida
 Atenta simpatia
 Jorge fala que é pra tocar no rádio
E é mesmo
 Pra tocar
Pra vencer o tédio
Um santo remédio


E eu?

firme

Rigor mero disfarce
Nuancias
Deixo pra depois o que poderia
E agora?
Me calo ao som do trompete
Rio em demasia
Sordido
Esquivo-me
E faz uma noite deslumbrante na cidade do rio de janeiro

zero a zero

 De todo escárnio que
 Restou

 Ficaram apenas murmúrios
 Tudo brando
 Tudo tão tango
 Intenso

Acendo minhas idéias idiotas num sábado fosco como nunca dantes

Assopro as migalhas da existência e corro pro abraço morno [quiçá requentado].

Eu choro como se o choro fosse mera invenção
Paulatinamente abocanho um pedaço de pão
Lembro da sua xota

E daquela musica da Marisa monte
tudo tão escasso

Os cadarços estão desamarrados
Avisam-me de supetão

Me afogo num copo de café
Biscoitos de aveia e mel
E me lembro

Que tudo poderia
Ser

E já era




a pampa e tonto

A pampa e tonto
Beijo-te
Afago-me
E juro
Sem correções
confabulo
Aliso-me
Corrôo
Açoito o verbo
E corro
Sem nada  dizer
Nem Ao menos deixo bilhete 
Até poderia virar canção 
Deixo barato
Vire-se
Acendo um cigarro
  o que me resta
evapora
Caipora de horas a fio
Subestimo a ilusão



oh céus








Rasgo o riso raso numa manhã sem sol
Difuso
Com artimanhas ferinas
A chuva lambe minha retina
Lentamente caminho em baixo do cristo
Me lixo
Não caibo
E bocejo

Molambo destemido sigo benquisto 
Numa manhã sem sol de baixo do sovaco do cristo


Sigo meditabundo


Como se as dores do mundo fossem minhas
Inerente busco sôfrego algo que nem sei
Almejo um jogo bem jogado ou hexacampeonato
Já nem sei...
O remédio neste dia oco sem nexo ou noções de poesia
Tomou doril

Mero descalabro e fingimento
Se quiser deixe recado

Não há sinal
Nem de fumaça

Mera pirraça mundana
De um riso de farpa de uma manhã de manhas
Sem sol
Em baixo do sovaco do cristo

quarta-feira

mas é claro...

Eu surto
Tu surtas
Nós surtamos
Vós surtais
E  eles dançam
e quem dita o ritmo?

inoportuno

Saudades de um momento que não vivi
E me entrego a uma dança que invento
Num momento que desconheço
Desconecto-me
Permaneço atento
Caio em mim
Queria outras questões
Sou mero ser urbano
De um século que passou
Sou mais do mesmo numa manhã frugal

porra nenhuma de marré de si

Dia de chuva e dilemas
Não quero porra nenhuma
Mesmo
As minhas juras de nada servem
Como e converso
Sozinho
Não há passarinhos
Chove aos borbotões
Antes de ontem fez sol a pino
Ontem também
Hoje não quero fazer porra nenhuma
Talvez seja a chuva

sábado

pluft



tenho sede

um parafuso a menos
talvez dois
alguma ferida na alma
 um astigmatismo dos diabos
torço pelo flamengo
tem vezes que não me aguento
nem aos outros
queria fugir do mundo
pra um lugar manso
de marasmo varonil
por vezes me acho imbecil
mas hoje estou mais ou menos
 tomo coca cola e arroto absorto

e é

Na seqüência incoerente
Vôo sóbrio
Perco-me nos senões
Acho-me nos sermões
Nem faço cena
Esdrúxulo acanho-me com grosserias retintas
Porque tão ignóbil?
O corte o coito e tudo que não
São doze horas 44 minutos e o que faço?
Se tudo tremer derrepente e se eu der bandeira
Salvo a quem?
Os livros os discos ou a mim?
Parece tudo confuso
E é...

sexta-feira

amuado

Rio amuado
Com exatidão estupefata
Lira doida de uma manhã sagaz
Água cigarros e solidão
Construção
Tijolos da alma sem tostões nem patrão
Parlapatão de mim 
bufo apenas
Prato feito caprichado
Flores amarelas um poema de um poeta morto há séculos
Hipótese e utopias
Há anos não vou ao zoológico


qualquer bobagê



queria eu

que nunca fui
bom moço
um dia
tentar
enquanto esse dia não chega
me achego
te abraço e passo a mão onde devo 
de leve
 o resto é melhor deixar pra lá
há eu ando tão safado...


os amigos dos amigos

SÉQUITO